sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

Livro: Sapatólatras Anônimas

"Quatro mulheres diferentes calçando o mesmo número... E todas desejando sapatos deslumbrantes... E você, está satisfeita ou quer lotar ainda mais seu armário?"
Essa é a chamada do livro Sapatólatras Anônimas, de Beth Harbison. Para quem adora um acessório é um título irresistível!


O livro conta a história de quatro mulheres extremamente diferentes que acabam unidas pela paixão por sapatos ou vontade de fazer novas amizades.
A primeira é a trophy wife de um político insensível e infiel, outra é compradora compulsiva com a vida toda atrapalhada pelas dívidas decorrentes disso, a terceira é uma agorafóbica que não sai de casa há meses e trabalha via fone atendendo uma linha de "tele-sexo", e a última é uma sobrecarregada babá que precisa de um grupo -- qualquer grupo -- para se ocupar em suas horas vagas.

Iniciei a leitura animada, a ideia de um grupo de amigas que troca sapatos de grife entre si me pareceu promissora. Acho que eu tinha uma ideia de que seria algo como "Quatro Amigas e um Jeans Viajante", sabe o filme? Pensei que se desenrolaria com as diferentes vidas que cada uma daria a um mesmo par de sapatos. Mas não é nada disso. O livro foca mais em mostrar como surge uma amizade entre elas e como elas passam a se ajudar mutuamente.

Até aí, tudo bem. Porém...
* ALERTA DE SPOILER * Se você pretende ler o livro e não quiser saber detalhes, não leia abaixo!

A história vai indo relativamente bem até próximo do final do livro, quando absolutamente do nada todos os problemas se resolvem, as três que estavam sozinhas arrumam namorados e a única casada se divorcia do marido ruim e todas montam uma empresa que dá super certo logo de cara e faz o maior sucesso.  Dãh....

Livro que monta "final feliz" com as moçoilas arrumando namorado (completamente improváveis, os três casos) não merece meu respeito. Assim como texto que simplifica a montagem de um negócio rentável a algo como "Eu tenho um curso de web design, você tem conexões, a outra está craque em finanças" (essa é a endividada, hahaaaa!) e a empresa surge do zero e é imediatamente um estrondoso sucesso, também não leva em consideração a inteligência do leitor.

Ou seja: a premissa é boa, o título é ótimo (sem dúvida é a melhor parte de toda a obra), mas o livro é uma novelinha para quem gosta de princesas Disney ou de literatura de banca de jornal.

Sofrível. Se eu soubesse disso antes não teria perdido meu tempo. Não perca o seu também!

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