quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Tatuagem tem mostra em Paris

A edição de novembro da Vogue Brasil traz o artigo "Questão de pele", onde fala sobre a exposição no Musée du Quai Branly sobre tatuagem.

Esta foto que ilustra o artigo é tão linda que me fez querer comentá-lo aqui.
Texto:
"Em 1769, o navegador e explorador James Cook ficou boquiaberto quando ancorou no Taiti: para sua surpresa, em vez de roupas, todos os homens e mulheres daquela ilha do Pacífico cobriam seus corpos somente com desenhos gravados na pele. O britânico descreveria em seu diário o que havia testemunhado como “tattoo”, uma versão do termo polinésio “tatau”, onomatopeia que reproduz o som de um martelo batendo nas conchas afiadas, que serviam de agulha para pintar a pele.

A palavra tatuagem pode até ter nascido ali, mas o homem vem marcando seu corpo há pelo menos cinco milênios – Ötzi, múmia de 5.300 anos atrás descoberta em 1991 na fronteira entre a Itália e a Áustria com desenhos pelo corpo, é a prova disso. Agora, uma fascinante mostra no museu do Quai Branly em Paris mistura antropologia, sociologia e arte para retraçar a longa história da tatuagem e de seus diferentes usos até os dias de hoje, manifestação que atualmente não se limita a gênero, classe, sexo, nem nacionalidade."


Se durante muitos séculos a tatuagem foi vista como marginal e só era usada por grupos específicos como prisioneiros, marinheiros e tribais, nas duas últimas décadas se tornou uma linguagem corporal aceita e usada por toda a sociedade. Atualmente o preconceito é menor e a tatuagem não é mais vista como algo transgressor, e sim, como uma forma de arte que é usada sobre o próprio corpo.


Tattoo e a moda: nos desfiles verão 2012 da Chanel e verão 2014 da Maison Margiela  
(Foto: Vogue Brasil - © Jake Verzosa, © The Leu Family’s Family Iron, ©courtesy Herbert Hoffmann And Galerie Gebr. Lehmann Dresden/berlin, Marcio Madeira e Divulgação)


Vinte e um dos maiores tatuadores do mundo foram convidados pelo Musée du Quai Branly para realizar projetos inéditos em modelagens de silicone, mostrando ao mundo essa "forma de expressão artística".

Eu tenho uma tatuagem e gostaria de fazer outras, tenho sérias intenções nesse sentido. Mas não vou mentir: há um certo medo do ridículo por estar fazendo tattoos aos 50', é só isso que me prende.

Admiro a Cris Guerra, linda com suas tatuagens, sem ligar para o que o mundo diz. Ela sempre as usa como complemento do look, adoro.


Adoraria visitar essa exposição em Paris!
Se você tiver oportunidade, ela estará aberta até outubro de 2015.

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