sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Consumo consciente

Tenho que começar o post admitindo que não sou a pessoa mais indicada para falar sobre consumo consciente por ser uma completa apaixonada por Moda, e isso cobra seu preço. Muitas vezes eu compro para ter aquela peça fantástica em mãos e poder namorá-la, mesmo sabendo que praticamente não irei usá-la.

Por outro lado, a maturidade também se mostra nas escolhas: Se já tive meus cinco minutos de comprar pechinchas pelo eBay (meus posts sobre isso não me deixariam negar), atualmente só compro qualidade, mesmo que custe caro. Uma prerrogativa que as entas podem exercer, visto ter mais poder aquisitivo que as gerações mais novas (isso via de regra -- Thássia Naves excluída da estatística, por favor).



O outro lado da moeda da Moda
Stella McCartney para C&A. Versace para Riachuelo. PatBo para C&A. Llas para Riachuelo. Calvin Klein para C&A. Juliana Jabour para Riachuelo. E por aí vai...

As grandes redes de fast fashion nos atiçam incessantemente com novidades, com alguma coleção especial, com propagandas e incontáveis posts nos blogs de moda. Tudo isso gera, até em quem não precisa daquela roupa e nem é fã daquele estilo, uma ânsia em não ser a única a ficar de fora de tão esperado lançamento, de tamanha oportunidade de comprar uma marca internacional a preço de China.

Mas o que ocorre realmente? A correria pelo novo (a histeria coletiva?) acaba em aquisição de produtos inúmeras vezes mal costurados, em tecidos sintéticos, em cortes que não nos favorecem e, ainda por cima, em peças que vão ficar encostadas no guarda-roupa.

A Nuta, uma das autoras do blog Girls With Style fez um post PERFEITO sobre esta questão do consumo, este aqui: Slow Fashion.
Leia este trecho:
"Com as novas tendências que saem a cada semana, o objetivo do fast fashion é para que os consumidores comprem tantas roupas quanto possível, o mais rápido possível.
Se a essa altura do texto você também já acha que tempos os motivos suficientes para desacelerar, imagina se eu te falar que esses são os motivos mais fúteis? Não adianta mais tapar o sol com a peneira, gente. A forma que consumimos moda está fazendo mal ao nosso planeta, a nossa saúde física e mental e destruindo vidas de seres humanos e animais."
Depois de um alerta desses, quem ainda vai ter coragem de ir conferir Stella McCartney e Versace amanhã, se não estiver precisando de nadinha?
Acho que a palavra de ordem atualmente é: critério.

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