quinta-feira, 31 de julho de 2014

Topshop no Brasil

Enquanto a fast-fashion britânica Topshop está firme e investindo pesado em propaganda em seu país natal, ...

A campanha do inverno 2015 tem a top Cara Delevingne como estrela.
As peças também são poderosas, como o casaco de pelúcia e vestido bordado.

... no Brasil, aparentemente, a situação da rede está bem ruim.


Esta semana foi amplamente noticiado na mídia (R7, Veja, FFW entre outras) que a empresa está devendo aluguéis de vários meses de suas lojas nos Shoppings Iguatemi JK, Market Place e Iguatemi Ribeirão, correndo risco de despejo.
Apesar da assessoria da Topshop comentar que desconhece o caso e afirmar que tem planos para o mercado brasileiro, inclusive de expansão para os próximos meses, uma dívida de quase R$1 milhão em aluguéis pode sinalizar que a operação da empresa não está dando certo no país e pode levar ao seu encerramento aqui.

Ao contrário do que ocorreu na sua inauguração em 2012, quando houve euforia por conta da abertura da fast fashion inglesa no Brasil com filas enormes na porta, atualmente a loja do JK anda bem vazia.



Tenho entrado na Topshop com frequência, por curiosidade e pesquisa de eventual material para o blog, e tenho encontrado a loja com vendedores ociosos, caixas vazios e poucas pessoas pelas araras.

A loja tem uma moda interessante porém é, acima de tudo, uma fast fashion. Seu posicionamento em shoppings ditos "de luxo" pode ter sido o erro. Seu público alvo provavelmente sente falta da marca em shoppings mais acessíveis, deixando de frequentá-la por não valer a pena o deslocamento para um local com um estacionamento caro, restaurantes de preços altos, lojas de grifes que não consomem.

Espero que essa situação seja resolvida e que a empresa permaneça no país. É sempre uma opção extra de moda e seria péssima propaganda internacional a influenciar negativamente possíveis investidores externos.