quinta-feira, 6 de março de 2014

Dois posts fantásticos sobre Moda e Autoestima


Hoje li dois artigos muito interessantes, não dava para não dividir aqui.

Um deles é da Ana Soares do Hoje Vou Assim Off comentando sobre a construção da autoestima. Ela acredita em ousar, em vestir o que gosta, em se valer por si própria sem precisar de uma grife ou marca famosa por trás.
A cada dia eu vou colocando mais um tijolo nessa estrada. A cada ano, me sinto mais bonita, mais feliz com a imagem que eu transmito para o mundo, sempre de dentro pra fora. Todo dia é um exercício de autoconhecimento, de gratidão por acreditar em mim, de saber que faço o meu melhor com as ferramentas que eu tenho.
Não acreditem em tudo que falam pra vocês. Todos os dias recebemos uma série de mensagens da mídia para nos colocar pra baixo: seu cabelo não é bom o suficiente, sua pele também não, muito menos o seu corpo. Aí vendem o bb cream milagroso, o creme dadivoso, a dieta dos sonhos. E nenhuma roupa vai fazer você mais incrível que alguém.
Você é mais do que tudo isso. Roupas são ferramentas, cremes são complementos, exercícios são processos – mas quem constrói uma imagem bonita sobre si mesma, com ou sem maquiagem, nua, em frente ao espelho, somos nós mesmas.
 QUE LINDO!


O outro artigo é da Mariana Inbar, no Petiscos. Aqui ela questiona o quanto perdemos nosso criticismo e como qualquer coisa que for colocada numa passarela por uma grande maison será imediatamente incorporada como moda, desejo.
Como exemplo ela fala das bolsas Moschino que lembram embalagens do McDonalds -- mais esdrúxulo impossível -- e que, no entanto, várias pessoas da moda já estão usando.
É tudo tão rápido, tão sem consistência, tão descartável. Vivemos a época em que tudo “tem que ter”, mas o prazo de validade das peças é cada vez menor.  
Roupas jovens, feitas para agradar esse público jovem que nem sabe o que consome, apenas consome. O supermercado da Chanel mostra exatamente como as garotas de hoje em dia tratam a moda: uma bolsa Chanel classic flap, tão clássica e bonita, embalada como carne de vaca, vendida como enlatado na gôndola de produtos em conserva. Tudo virou produto em série. Consumo em série. Até Gabrielle Chanel.

Vale a pena ler os dois posts, são excelentes.