quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Livro: Madame Charme

Caso raro: ainda não acabei de ler e já morri de vontade de falar sobre o livro Madame Charme.
O subtítulo é "Dicas de estilo, beleza e comportamento que aprendi em Paris - Como viver à française".

A autora, a norte-americana Jennifer L. Scott, conta as lições que aprendeu quando estudante, época em que passou 6 meses em Paris em intercâmbio na casa de Madame Charme (um codinome, claro).


Estou amando o livro! Ela mostra como os franceses têm hábitos diferentes dos nossos (sim, "nossos" porque nós temos uma cultura que se equivale à norte-americana em todos os pontos que ela abordou). Por exemplo, como beliscamos entre refeições, como exercício físico para nós significa somente academia, como acumulamos roupas, etc.

A parte que me fez levantar e agir foi exatamente essa das roupas. Ela conta que ao chegar na casa de Paris encontrou um quarto bonito, com escrivaninha, cortinas coloridas, etc., e um guarda-roupa minúsculo com pouquíssimos cabides dentro! Ela olhava para suas duas malas recheadas de roupas e se perguntava onde ficaria o closet -- que, por sinal, não existia nem no quarto dela nem no de ninguém da família.

E aí ela aprende que a família francesa priorizava poucas peças de qualidade, intercambiáveis e exatamente do estilo de cada um, peças essas que cabiam com folga no diminuto guarda-roupas de cada cômodo. E que eles consideravam possível viver com um armário de 10 peças principais -- excluídas aí camisetas básicas, roupa de baixo, sapatos, acessórios.

E aí...
Olhei para meu guarda-roupa atulhado e muito precisado de ar, parei a leitura e ataquei na organização.
Usei uma ideia do livro que é rotular seu estilo. É difícil, a gente é múltiplo, tem muitos estilos que casam bem, depende do humor, do dia, da ocasião...

Mas me forcei a fazer isso e colei três post-it no espelho com os três estilos com que mais me identifico. E a partir daí experimentei tudo que estava no armário, olhando se realmente a peça se encaixava em algum dos meus estilos ou era um equívoco fashion.

Foi muito libertador. Aliás, arrumar armário sempre é, para mim. Mas foi especialmente gostoso porque eu tinha certeza que mesmo que dispusesse daquela peça de uso "eventual", ela não me faria falta, porque ficaram muito mais que 10 peças chave no meu acervo. (Muito mais mesmo, não precisamos nem conversar sobre isso, né?).

Enfim,
Um livro que nos põe a agir só pode ser bom! Recomendo!