segunda-feira, 18 de março de 2013

Qualidade ou Quantidade?

Na edição de março da Revista Elle -- que, por sinal, está excelente -- trouxeram à tona esse embate "qualidade X quantidade", convidando duas pessoas com pareceres opostos para opinar sobre o assunto.


Ao meu ver, essa discussão só pode ser desenvolvida imparcialmente em um mundo perfeito, em que roupas de fast fashion lhe sirvam bem e sejam do agrado, ao mesmo tempo em que exista o poder aquisitivo para bancar a compra das peças de alta qualidade. Só assim há realmente alguma escolha.


Supondo que estejamos nesse mundo perfeito: o que você acha que é melhor?
  • A qualidade produz peças atemporais, extremamente bem acabadas, que duram anos e anos.
  • A quantidade se baseia na entrega da última tendência, na disponibilização rápida do que apareceu nas passarelas, nas peças que surgem como desejos da maioria.

A estilista Giuliana Romanno, que defendeu a qualidade, disse:
"- Outro ponto positivo de investir em peças com qualidade é que você consegue ter exclusividade e se vestir de acordo com sua personalidade. E, sendo assim, você não acaba dissolvida na massa, usando a mesma coisa que todo mundo tem ou quer."
Achei P-E-R-F-E-I-T-O-!


Pelo outro lado convidaram Luciana Tranchesi, da marca 284. Ela começa dizendo:
"- A quantidade não exclui a qualidade. Isso é um conceito antigo."
Bem, não consigo concordar com ela. 
Qualidade não é ter um visual bonitinho, é ter costuras perfeitas, caimento, bom tecido. Ainda não vemos isso nas fast fashion, não é mesmo?


Lendo o artigo fiquei nitidamente a favor da qualidade. Único problema: o tal do "estilo próprio". Para comprar qualidade entende-se que vai-se gastar mais e que a roupa ou o acessório vai durar bastante. Portanto, temos que comprar com sabedoria, algo que seja a nossa cara. E, até hoje, apesar da idade e das ajudas especializadas, ainda patino nessa definição do qual seria meu estilo. E, consequentemente, compro muito de tudo, erradamente. Como passar para a compra de qualidade, antes de se conhecer muito bem?

Resumindo
Só qualidade? Meio boring...
Só quantidade? Descarte rápido...

Acho que o ideal seria ter uma base de qualidade (uns 70% do guarda-roupa) e uma pitada de quantidade (30%, aqui entendida como fast fashion, modismo, tendência).
Talvez até 80%-20%, não sei...
De qualquer forma, o conhecimento do estilo próprio me parece fundamental para levar essa discussão adiante. Não acha?