segunda-feira, 12 de novembro de 2012

A saga da compra de roupas

Sempre fui às compras de roupas feliz e contente: ia toda animada e achando tudo lindo. Ultimamente, no entanto, essa experiência está cada vez mais difícil. Não está fácil voltar para casa realizada com as escolhas, pois na sacola estão peças que podem ser definidas como "o que foi possível encontrar", raramente são exatamente o que eu queria.


E isso está acontecendo devido às opções que estou fazendo como uma enta assumida. A saber:

  • as peças têm que ter bom corte e tecido de qualidade; 
  • as blusas devem ter mangas, e essas devem ser 3/4 ou 7/8 ou compridas;
  • nada deve ser muito apertado ou transparente ou mostrando muita pele;
  • a roupa não pode ter corte ou apliques que sejam sinônimo de juventude;
  • revival de anos 80, 90, etc., estão cortados! Parecem roupa "de época" nas entas.
  • até cores devem ser pensadas: minha experiência com roupas neon foi péssima.

E aí você vai numa loja de moda clássica e não consegue encontrar quase nada adequado.
Peça à vendedora por camisetas com mangas mais compridinhas: simplesmente não tem! As mangas são todas curtíssimas, estilo japonesas. E as blusas de corte mais montado têm aquelas estampas coloridíssimas e chamativas, estilo "tia velha", sabe qual é?


Li numa Superinteressante que, de acordo com um estudo inglês, as mulheres experimentam mais de 21 mil peças de roupas ao longo da vida: "cerca de 40 itens por mês; 480 por ano". E que compram metade do que experimentam.

Não sei, não. Atualmente tenho experimentado umas 10 peças antes de me decidir por uma só. E não é porque não queira comprá-las: é porque não ficam bem, mesmo.

Será que todo mundo que ganha em idade, perde em escolha de roupa??? Porque, para dizer o mínimo, está realmente uma saga a procura por peças boas...